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Sargento da PM é preso após levar a própria esposa, capitã da corporação, morta a hospital de Belo Horizonte

21/07/2026

14:26

Patrick Rafael

Correio Betinense

Médicos desconfiaram da versão apresentada pelo militar ao identificarem diversos hematomas no corpo da vítima; Polícia Civil investiga o caso

Capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo morreu após dar entrada sem vida no Hospital Odilon Behrens; companheiro, um sargento da corporação, foi preso e é investigado.



Uma capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi encontrada morta na noite de segunda-feira (21), em Belo Horizonte. A vítima, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens pelo próprio companheiro, um sargento da corporação, que acabou preso ainda dentro da unidade de saúde.

Segundo informações da Polícia Militar, o militar afirmou aos profissionais do hospital que a esposa teria caído de uma escada. No entanto, durante o atendimento, médicos identificaram diversos hematomas espalhados pelo corpo da vítima, levantando suspeitas sobre a versão apresentada.

Diante da situação, a equipe médica acionou imediatamente a Polícia Militar, que compareceu ao local e efetuou a prisão do sargento.

Perícia esteve no hospital e na casa do casal

Após a confirmação do óbito, a perícia da Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no Hospital Odilon Behrens e, posteriormente, seguiu até a residência do casal, localizada no bairro Santa Cruz, na região Nordeste de Belo Horizonte.

O corpo da capitã foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames que irão determinar a causa da morte e auxiliar nas investigações.

Investigação segue em andamento

O sargento, de 37 anos, que atua no 1º Batalhão da Polícia Militar, foi conduzido ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento. Ele permanece preso enquanto a Polícia Civil apura as circunstâncias da morte.

Michele Leão Azevedo era capitã da Polícia Militar e trabalhava no Departamento de Recursos Humanos da corporação. Ela completaria 42 anos no próximo mês.

A Polícia Civil deverá aguardar o resultado dos exames periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos e definir as responsabilidades no caso.

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