Polícia Civil aponta ligação do grupo com o Comando Vermelho e investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; Justiça determinou sequestro de R$ 44 milhões
Uma investigação iniciada em maio de 2025 sobre a atuação de uma organização criminosa em Betim resultou em uma operação realizada simultaneamente em três estados nesta quinta-feira (24). A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu 12 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão durante a nova fase da operação Red Card.
De acordo com a PCMG, a organização investigada possui associação com o Comando Vermelho. Dois homens apontados pela investigação como responsáveis por posições de liderança no grupo foram localizados em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

A apuração policial indica que, mesmo morando fora de Minas Gerais, os dois suspeitos continuariam repassando ordens para integrantes que atuavam em Betim. A Polícia Civil também investiga a origem do patrimônio dos investigados e informou ter identificado imóveis e veículos de alto valor sem atividade profissional lícita compatível com o padrão financeiro observado.
Além dos mandados, uma decisão judicial determinou o sequestro de R$ 44 milhões. Segundo a investigação, os valores foram identificados dentro de uma estrutura financeira que seria utilizada para ocultar ou movimentar recursos provenientes do narcotráfico. As suspeitas ainda são objeto da investigação.
A operação não ficou restrita a Betim. Em Minas Gerais, policiais também realizaram diligências em Belo Horizonte, Contagem, Mário Campos, Muriaé, São Joaquim de Bicas e São José da Manteninha. Fora do estado, a ação chegou a Praia Grande, em São Paulo, e Vitória, no Espírito Santo.
Entre os materiais apreendidos estão aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia. A análise deverá integrar as próximas etapas da investigação e poderá fornecer informações sobre contatos, movimentações e a estrutura do grupo investigado.
O caso é apurado por possíveis crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. A operação envolve equipes do Departamento Estadual de Operações Especiais e da área de inteligência da Polícia Civil mineira.






