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Investigação iniciada em 2025 leva a 12 prisões em operação contra organização criminosa com atuação em Betim

25/09/2026

17:58

Patrick Rafael

Polícia Civil aponta ligação do grupo com o Comando Vermelho e investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; Justiça determinou sequestro de R$ 44 milhões

Uma investigação iniciada em maio de 2025 sobre a atuação de uma organização criminosa em Betim resultou em uma operação realizada simultaneamente em três estados nesta quinta-feira (24). A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu 12 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão durante a nova fase da operação Red Card.

De acordo com a PCMG, a organização investigada possui associação com o Comando Vermelho. Dois homens apontados pela investigação como responsáveis por posições de liderança no grupo foram localizados em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Polícia Civil cumpriu 12 mandados de prisão durante operação contra organização criminosa investigada por atuação em Betim e associação ao Comando Vermelho. Foto: Divulgação/PCMG

A apuração policial indica que, mesmo morando fora de Minas Gerais, os dois suspeitos continuariam repassando ordens para integrantes que atuavam em Betim. A Polícia Civil também investiga a origem do patrimônio dos investigados e informou ter identificado imóveis e veículos de alto valor sem atividade profissional lícita compatível com o padrão financeiro observado.

Além dos mandados, uma decisão judicial determinou o sequestro de R$ 44 milhões. Segundo a investigação, os valores foram identificados dentro de uma estrutura financeira que seria utilizada para ocultar ou movimentar recursos provenientes do narcotráfico. As suspeitas ainda são objeto da investigação.

A operação não ficou restrita a Betim. Em Minas Gerais, policiais também realizaram diligências em Belo Horizonte, Contagem, Mário Campos, Muriaé, São Joaquim de Bicas e São José da Manteninha. Fora do estado, a ação chegou a Praia Grande, em São Paulo, e Vitória, no Espírito Santo.

Entre os materiais apreendidos estão aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia. A análise deverá integrar as próximas etapas da investigação e poderá fornecer informações sobre contatos, movimentações e a estrutura do grupo investigado.

O caso é apurado por possíveis crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. A operação envolve equipes do Departamento Estadual de Operações Especiais e da área de inteligência da Polícia Civil mineira.

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