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Comissão da Câmara agenda primeiros depoimentos na apuração sobre recursos destinados à Revisa

05/06/2026

11:27

Patrick Rafael

Oitivas começam na próxima semana e integram investigação que apura a destinação de quase R$ 4 milhões previstos em emendas parlamentares para a entidade social.

Investigação busca esclarecer critérios que levaram à indicação de quase R$ 4 milhões para a entidade social Revisa.

A comissão especial instituída pela Câmara Municipal de Betim para apurar denúncias relacionadas à entidade social Revisa definiu o cronograma dos primeiros depoimentos que serão realizados durante a fase de oitivas do processo investigativo.

De acordo com o presidente da comissão, vereador Alexandre da Paz (MDB), a procuradora da instituição, Solange Aparecida Silveira, foi convocada para prestar esclarecimentos na próxima segunda-feira (8). A presidente da entidade, Salete Aparecida Santos, deverá ser ouvida no dia seguinte, terça-feira (9). Já na quinta-feira (11), está previsto o depoimento de Maria de Fátima Cardoso Rolim, apontada pelos parlamentares como consultora responsável por indicar a entidade para receber recursos oriundos de emendas parlamentares.

A comissão foi instaurada em 18 de maio com o objetivo de investigar denúncias envolvendo a previsão de quase R$ 4 milhões para a Revisa na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Os recursos seriam destinados à instituição por meio de emendas impositivas e de bancada apresentadas por vereadores.

Como parte dos trabalhos, a comissão já encaminhou solicitações formais à entidade e ao Poder Executivo municipal para obtenção de documentos considerados fundamentais para a análise do caso. Entre os materiais requisitados estão comprovantes de prestação de serviços de consultoria, planos de trabalho executados nos últimos dois anos, atas administrativas, procurações e documentos que possam demonstrar a efetiva operacionalidade da instituição.

O caso ganhou maior repercussão após diligências realizadas pela Prefeitura de Betim no endereço cadastrado pela entidade, localizado no bairro Brasileia. Segundo informações apresentadas durante as investigações, equipes municipais não teriam encontrado o imóvel identificado pelo número constante nos registros oficiais da organização.

Paralelamente à investigação conduzida pelo Legislativo, o Ministério Público de Minas Gerais também acompanha o caso. O procedimento, contudo, tramita sob sigilo e não teve detalhes divulgados até o momento.

A expectativa dos integrantes da comissão é que os depoimentos contribuam para esclarecer os critérios que levaram à indicação da entidade para receber recursos públicos, além de verificar a regularidade da documentação e das atividades atribuídas à instituição.

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