Ação faz parte da operação Cortina Digital, que investiga tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e agiotagem em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Betim esteve entre os municípios que receberam, na manhã desta quinta-feira (3), equipes da Polícia Civil de Minas Gerais durante a operação Cortina Digital, deflagrada para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e agiotagem. A ofensiva também ocorreu em Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves e Santa Luzia.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 7,7 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados, além do sequestro de bens considerados incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos.
As investigações começaram há aproximadamente três meses, quando a Polícia Civil identificou, por meio das redes sociais, publicações em que os principais investigados exibiam veículos de luxo, grandes quantias em dinheiro e um elevado padrão de vida. A partir desse monitoramento, os policiais passaram a apurar a origem do patrimônio e identificaram uma complexa estrutura voltada à movimentação e ocultação de recursos obtidos com atividades criminosas.
Segundo a investigação, os principais alvos são dois irmãos, de 37 e 40 anos, apontados como líderes do esquema. Além do tráfico de drogas, eles são suspeitos de utilizar empresas de fachada e terceiros para lavar dinheiro e dar aparência legal aos valores obtidos de forma ilícita.
A Polícia Civil também apura a atuação do grupo na prática de agiotagem e extorsão. As investigações apontam que a organização utilizava transferências bancárias, especialmente por meio de Pix, para cobrar juros de empréstimos ilegais, além de realizar sucessivos saques em espécie para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos de alto padrão, incluindo duas BMW, um Audi, duas caminhonetes Toyota Hilux e duas motos aquáticas. Também foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que passarão por perícia e poderão contribuir para o avanço das investigações.
Os dois investigados presos foram encaminhados à delegacia, juntamente com os materiais apreendidos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração sobre o patrimônio acumulado pelo grupo.







