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Manifestação cobra solução para famílias da ocupação Terra Mãe em Betim

03/07/2026

16:06

Patrick Rafael

Grupo protesta contra possível despejo e pede que prefeitura apresente alternativas habitacionais.

Moradores da ocupação Terra Mãe protestaram em frente à Prefeitura de Betim para cobrar uma solução habitacional e evitar o despejo de centenas de famílias. Tiago Ferreira | @tigasdesigner


Moradores da ocupação Terra Mãe realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura de Betim para cobrar uma solução definitiva para as famílias que vivem na área localizada na região do PTB. O grupo reivindica garantias de moradia diante da ação de reintegração de posse que tramita na Justiça e pede que o município apresente alternativas habitacionais antes de qualquer desocupação.

De acordo com o movimento, a principal preocupação é a falta de informações sobre o futuro das mais de 500 famílias que residem na ocupação há cerca de três anos. Os manifestantes afirmam que a insegurança aumentou após a prefeitura anunciar medidas voltadas exclusivamente à comunidade indígena Warao, instalada no mesmo local, sem esclarecer quais providências serão adotadas em relação aos demais moradores.

A ocupação reúne famílias brasileiras, imigrantes e indígenas que vivem em situação de vulnerabilidade social. Nos últimos meses, a área ganhou destaque após o município decretar situação de emergência para atender a comunidade Warao e anunciar um plano para a transferência dos indígenas para um novo espaço, medida que ainda gera dúvidas entre os demais moradores da ocupação.

Em resposta ao protesto, a Prefeitura de Betim informou que acompanha a ação judicial de reintegração de posse e defende uma solução construída por meio do diálogo. Segundo a Procuradoria-Geral do Município, a administração pretende retomar as negociações entre os envolvidos e promover uma audiência pública para discutir alternativas que conciliem o direito à moradia das famílias com o direito de propriedade da área.

O impasse segue sendo acompanhado pelo Poder Judiciário e por órgãos de defesa dos direitos humanos, enquanto os moradores aguardam definições sobre o futuro da ocupação e a possibilidade de permanência ou reassentamento das famílias.

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