Homem de 32 anos foi detido pela Guarda Municipal após a mãe procurar ajuda; ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil

Uma mulher de 53 anos procurou a Guarda Municipal depois de relatar ter sido agredida pelo próprio filho, de 32 anos, nesta quarta-feira (12), no bairro Brasileia, em Betim. Segundo o relato apresentado aos agentes, a discussão começou depois que ela conversou com o filho sobre uma vaga de emprego.
De acordo com a vítima, o homem teria se exaltado, passado a xingá-la e feito ameaças de agressão. Após cerca de dez minutos de discussão, ela pegou um pedaço de madeira no jardim da casa da mãe, de 87 anos, onde a briga aconteceu. Segundo o relato, ela usou o objeto para empurrar o filho e impedir que ele continuasse fazendo ameaças.
Ainda conforme a mulher informou aos agentes, depois desse momento o filho passou a agredi-la fisicamente. Ela relatou ter sofrido chutes, empurrões e outros golpes durante aproximadamente 40 minutos. Em determinado momento, afirmou que perdeu os movimentos das duas mãos enquanto era segurada pelo homem.
A agressão terminou quando a mulher conseguiu reagir, segurando o filho pela camisa e dando um tapa no rosto dele. Depois da discussão, ela foi até a base da Guarda Municipal no Brasileia e pediu ajuda para levar o filho ao Cersam Betim Central, no bairro Filadélfia.
Durante o atendimento, os agentes perceberam que a mulher também apresentava sinais de agressão. Ela estava com o pescoço avermelhado e tinha lesões no braço e na cabeça. A vítima foi encaminhada para a UPA Norte, onde recebeu atendimento médico.
Uma medida protetiva foi oferecida à mulher, mas ela decidiu não solicitar a proteção naquele momento. Segundo o relato registrado na ocorrência, a intenção dela era buscar ajuda para o filho.
Enquanto a mulher era atendida, os agentes localizaram o homem, que foi detido e encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil.
A vítima relatou que esta foi a primeira vez que sofreu uma agressão física praticada pelo filho. Ela informou, porém, que já havia obtido uma medida protetiva durante um processo judicial relacionado à guarda da neta, de 9 anos, após episódios de agressões verbais atribuídos ao homem.
A mulher também relatou que faz acompanhamento semanal no Cersam e que vinha tentando conseguir ajuda dos familiares diante de comportamentos que considerava incomuns apresentados pelo filho. Segundo ela, em algumas ocasiões, o homem retirava as roupas do guarda-roupa e as espalhava pelo chão ou tirava o lençol da cama para dormir diretamente no colchão.
O caso foi registrado e encaminhado à Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias da ocorrência.







