Presidente do colegiado, Klebinho Rezende vai apresentar documentos e definir com os vereadores os próximos passos da apuração sobre a destinação de recursos à entidade social

A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Betim dará início, na próxima quarta-feira (19), à análise formal do caso envolvendo a entidade social Revisa, alvo de denúncias relacionadas à destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. A reunião está marcada para as 9h e marcará a abertura dos trabalhos do colegiado sobre o tema.
Segundo o presidente da comissão, vereador Klebinho Rezende (Avante), o encontro terá como principal objetivo organizar a documentação já reunida e definir como será conduzida a apuração. Ele informou que levará aos demais integrantes todo o material recebido da comissão especial que investigou o caso, além de outros documentos relacionados à denúncia.
“Depois da apresentação desse material, vamos estabelecer um cronograma para a análise e definir as próximas medidas”, afirmou o parlamentar.
A convocação oficial da reunião foi feita nesta quinta-feira (13) e encaminhada aos cinco membros da Comissão de Ética, à presidência da Câmara e à diretoria das comissões permanentes da Casa.
Caso Revisa
A nova etapa da apuração ocorre após o encerramento dos trabalhos da comissão especial instaurada pela Câmara em 18 de maio para investigar denúncias relacionadas à entidade Revisa. A instituição, registrada no bairro Brasileia, foi apontada como beneficiária de quase R$ 4 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 por meio de emendas parlamentares impositivas e de bancada.
Durante os trabalhos da comissão especial, a entidade e a Prefeitura de Betim foram notificadas para apresentar documentos considerados essenciais para o andamento das investigações. Entre os materiais solicitados estavam comprovantes de serviços de consultoria, planos de trabalho executados nos últimos dois anos, atas, procurações e documentos que pudessem comprovar a operacionalidade da instituição.
As denúncias ganharam repercussão após questionamentos sobre o funcionamento da Revisa. Em diligência realizada no endereço cadastrado pela entidade, no bairro Brasileia, equipes da prefeitura informaram não ter localizado o imóvel de número 352 indicado nos registros oficiais.
O caso também é acompanhado pelo Ministério Público de Minas Gerais, mas o procedimento tramita sob sigilo, sem divulgação de detalhes sobre o andamento das investigações.
Com a abertura da análise pela Comissão de Ética, a Câmara inicia uma nova fase do caso, que poderá incluir diligências complementares, oitivas e outras medidas relacionadas à eventual responsabilidade de agentes públicos envolvidos na destinação dos recursos à entidade investigada.







