Revisa terá que comprovar trabalhos executados em Betim; Promotoria de Justiça entra na investigação

O clima esquentou nos bastidores da câmara de Betim. A comissão especial designada para examinar minuciosamente os fundos alocados para a Revisa iniciou os trabalhos de campo, notificando as partes envolvidas. O grupo busca compreender como uma entidade, considerada “não operacional” após inspeções realizadas pela própria prefeitura, acabou sendo favorecida com valores próximos a R$ 4 milhões na Lei Orçamentária deste ano.
O vereador Alexandre da Paz, presidente da comissão, explicou que a intimação solicita que a Revisa forneça atas, procurações e contratos das consultorias realizadas nos últimos dois anos. A comissão assegurou que o processo cumprirá todas as normas técnicas, porém com a seriedade que o desaparecimento de dinheiro público demanda.
Simultaneamente ao tumulto na Câmara, a exigência por respostas alcançou o âmbito judicial. A Promotoria de Justiça de Betim instaurou um inquérito policial para investigar a acusação. Para evitar o vazamento de provas e assegurar que o cruzamento de dados sobre as emendas de bancada e impositivas ocorra sem interferências políticas, a promotora Maria Clara Azevedo decretou segredo de Justiça no caso.







