Crianças com autismo sofrem com privação alimentar e confinamento em rede de ensino; ex-atendente confirma abusos

Uma série de acusações sérias destaca o preconceito institucionalizado que crianças autistas enfrentam no ambiente escolar de Betim. As informações coletadas pela nossa equipe indicam que a garantia legal de inclusão se tornou ineficaz, sendo substituída por medidas punitivas e segregacionistas contra estudantes que precisam de apoio especial.
Bruna, mãe de um dos alunos, compartilhou a angústia da família ao ver seu filho impedido de ir a uma excursão com sua turma. Uma ex-colaboradora da escola endossou a exclusão sistemática. A testemunha afirmou que a cozinha da unidade frequentemente desconsiderava as restrições e demandas nutricionais de alunos atípicos, resultando em falta de alimentação apropriada para eles.
A ex-funcionária também denunciou que a direção optava por esconder as crianças em salas isoladas em vez de proporcionar o manejo adequado durante os episódios de desorganização sensorial. Em datas comemorativas, ao invés de ajustarem o ambiente para pessoas com hipersensibilidade auditiva, a coordenação apenas impedia a participação de autistas nos eventos. As denúncias agora mobilizam grupos de apoio a PCDs na cidade, que exigem uma investigação minuciosa e responsabilização jurídica da administração da instituição de ensino.







